Fringe 4X08 e as mensagens escondidas

FRINGE voltou do hiatus na última sexta-feira(13), e foi um episódio intenso, como sempre acontece no meio da temporada, uma espécie de impulso pra encaminhar a trama para o final, e foi bem isso que aconteceu.
Depois de algum tempo arquitetando um plano, os agentes do nosso universo foram confrontar o Walternativo, acreditando que ele é o responsável pelos novos metamorfos, mas, em uma reviravolta em toda a história da série, acabamos descobrindo que o Walter(nativo) não é exatamente o que nós pensávamos. Este é um recurso que J.J. Abrams usa em todas as suas séries, a dualidade do caráter de um personagem, assim como aconteceu com Arvin Sloane em Alias, e de uma forma muito mais intensa, com o absurdamente bipolar Benjamin Linus em LOST.
Mas pra mim, o mais importante nesse episódio, foi descobrir que os símbolos do seriado, que aparecem durantes os cortes de cena, são mensagens que vêm sido fornecidas desde o episódio piloto da primeira temporada. São 8 símbolos configurados de 36 formas diferentes, cada um representando uma letra do alfabeto. Eu descobri um pouco tarde, mas ainda dá tempo de brincar um pouco.
Algumas vezes a palavra referente ao episódio apenas indica alguém ou algo importante para aquela trama, mas, para os fãs mais atentos, algumas mensagens indicam revelações futuras.
Durante os episódios 05, 06 e 07, as palavras formadas diziam, respectivamente, STILL; ALIVE; DAVID, então a série entrou em hiatus. Quem formasse as palavras, podia acabar descobrindo, antes do retorno da série, que o personagem David Jones, que morreu (em uma dos diversos universos/linhas temporais apresentados), iria voltar. Então, neste episódio de estreia pós hiatus, veio a palavra JONES, confirmando as suspeitas, e apresentando o retorno do personagem como o responsável pelos metamorfos.
Agora, os dois universos têm um inimigo em comum, o que pode fazer com que haja uma união de verdade entre eles, afinal, o nome do próximo episódio é “Enemy of my enemy”. Vale a regra…o inimigo do meu inimigo…é meu amigo.
O final do episódio foi surpreendente e inesperado (SPOILER ALERT). O observador foi baleado (por quem?¿ por que?¿), e antes de desaparecer misteriosamente como sempre faz, alertou Olívia que não existe esperança para ela, ele havia olhado em todos os futuros possíveis, e em todos eles, ela tinha que morrer.

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ABC didn’t Work It

A ABC decidiu, depois de exibir apenas 2 episódios, cancelar Work It. O programa foi tirado imediatamente da grade do canal, e reprises de Last Man Standing serão exibidas no lugar da finada série, até que alguma outra possa assumir seu lugar, a baixa audiência dos dois primeiros episódios foi a causa.
Eu lamento, não o final de Work It, mas a ABC não dar valor ao que realmente vale a pena. Lamento não terem dado continuidade à ótima comédia Better With You, que tinha um imenso potencial e foi cancelada no final da primeira temporada, e lamento mais ainda não ter sido divulgada a data de estréia da terceira temporada de Cougar Town, que poderia estar sendo exibida desde janeiro, mas a ABC resolveu investir em um projeto furado.
Olhem como a Courteney ficou decepcionada…shame on you, ABC!!!

As Aberturas de Fringe

Depois do presidente da Warner acalmar um pouco os ânimos das discussões dizendo que não pretende (nada foi resolvido ainda) cancelar Fringe nessa temporada, a série volta hoje do hiatus.
Fringe está na minha lista “Top Five Series of All Times”, gosto dela desde o começo, e apesar de alguns episódios cansativos e difíceis de engolir, sempre fui fascinado por esse tipo de ciência absurda, como já disse antes.
Uma das características mais interessantes da série, na minha opinião, é a abertura, que muda de acordo com o desenrolar da história. Até agora, ela já teve quatro versões.

ABERTURA TRADICIONAL
Utilizada na maioria dos episódios, e quando a trama alternava entre um universo e outro, esta abertura indicava que o episódio em questão se passaria inteiramente no nosso universo

ABERTURA RETRÔ
Utilizada em um episódio de flashback que foi importante para o desenvolvimento da história

ABERTURA VERMELHA
Utilizada em episódios que se passavam exclusivamente no Universo Paralelo

ABERTURA AMARELA
Utilizada na quarta temporada, para simbolizar a união dos universos

Tabela de Séries

Uma tabelinha com todas as séries que eu assisto episódio por episódio e serão acompanhadas aqui no blog. As que eu não assisto também serão noticiadas, apenas não criticadas em cada episódio.

SEGUNDA
    How I Met Your Mother    
    2 Broke Girls    
    Terra Nova    
    Mike & Molly    
    House    
    Two and a Half Men    
    The Big C    
    Pretty Little Liars    
    Alcatraz    

TERÇA
    Body of Proof    
    Ringer    
    Glee    
    Work It    

QUARTA
    Modern Family   
    Happy Endings        
    I Hate My Teenage Daughter   
    The Middle   
    Revenge    
    Suburgatory    
    Cougar Town    
    Are You There, Chelsea?    

QUINTA
    The Big Bang Theory    
    Bones   
    Grey’s Anatomy   
    The Secret Circle    
    The Vampire Diaries    
    Rules of Engagement    
    Private Practice    
    Person of Interest    

SEXTA
    Fringe       
    Grimm    
    Supernatural    

DOMINGO
    Desperate Housewives   
    Pan Am   
    Once Upon a Time   
    True Blood   
    Dexter   
    House of Lies    
    The Firm    

O Caso Fringe

Ano passado, os fãs de Fringe sofreram momentos de agonia enquanto os executivos da FOX decidiam se a série seria renovada ou não para uma quarta temporada. Depois de muita conversa, a renovação veio, deixando os entusiastas pela série aliviados, pois poderias continuar acompanhando a trama dos universos paralelos.
Este ano a história se repete, todas as temporadas já estão pela metade, e é hora de começar a discutir cancelamentos e renovações, e Fringe foi parar na berlinda mais uma vez. Kevin Reilly, presidente da FOX, teceu milhares de elogios à série, disse que divide a mesma paixão dos fãs pelo seriado, e ficou feliz de saber que, mesmo com a mudança de dia de exibição (de quinta para sexta) os fãs continuaram fiéis ao show. Mas as boas notícias acabam por aí, logo em seguida ele foi direto ao ponto e disse: “é um programa caro, e nós perdemos muito dinheiro com Fringe. Com a atual audiência e o dia de exibição, é praticamente impossível fazer dinheiro com a série. E nós não estamos aqui para perder dinheiro.”
Ainda afirmou que haverá uma reunião para discutir o futuro da série, junto com a Warner Bros (estúdio que realiza as filmagens), mas, os roteiristas terão que entregar o season finale antes da reunião, de acordo com o calendário oficial. Ou seja, se a série for cancelada, ela pode acabar sem um final apropriado.
J.J. Abrams rebateu as alegações dizendo que está esperançoso, e que muitas coisas boas estão programada para esta temporada, e afirmou ter planos para uma quinta temporada, soltando no final “se não na FOX, em algum outro lugar”.
O assunto rendeu e Joshua Jackson resolveu se manifestar, em certos pontos apoiando o presidente da FOX, dizendo que eles não são uma instituição de caridade, portanto não podem realmente ficar gastando dinheiro em algo que não dá lucro, mas também defendeu sua série, dizendo que Fringe tem uma história, e que, se ela tiver que ser cancelada, merece uma chance de ter um final. O presidente da FOX então se manifestou dizendo que concorda que a série não pode acabar sem um final, e deixou a batata quente nas mãos do presidente da Warner, dizendo que se o estúdio fizer algumas concessões acerca dos custos de produção, eles podem inserir uma quinta temporada na grade do canal.

Eu gosto bastante de Fringe, não apenas porque sou “Team J.J.”, mas porque a trama me agrada, desde o começo. Adoro ciências absurdas, e Fringe leva isso à um nível nunca antes experimentado. Talvez a quinta temporada fosse o ideal para terminar a série. J.J. sempre fez suas séries co-existirem durante um tempo (Alias com Felicity Lost com Alias Fringe com Lost – e agora Alcatraz com Fringe), mas eu acho que mais um ano só de Fringe é o suficiente, para que ele possa se entregar totalmente à Alcatraz.
Se for mesmo acabar agora, na quarta temporada, espero que todos sejam ouvidos e dêem uma chance pra série ter um final planejado.

Once Upon a Time…

Era uma vez…uma cidadezinha no Maine chamada Storybrooke…onde o tempo não passava, e todos os moradores eram vítimas de uma maldição. A Madrasta da Branca de Neve lançou um feitiço, e todos os felizes personagens de contos de fadas foram transportados para o mundo real, e teriam que viver uma vida diferente de seus finais felizes, sem lembrar quem eram.
A única salvação de todos eles é a filha da Branca de Neve, que, antes da maldição se completar, foi transportada, através de um guarda-roupa mágico, para outro mundo, ficando assim livre do feitiço, para que um dia pudesse voltar e libertar todos os personagens.

Essa é a base do roteiro de Once Upon a Time, estreia do canal ABC nessa temporada.

A teoria é interessante…a prática…é incrível.
A série tem como protagonista Emma Swan (Jennifer Morrison, a Dra. Cameron, de House), que recebe a visita de seu filho que foi entregue para adoção, e este a leva para essa cidade misteriosa, onde supostamente o tempo não passa. Uma vez lá, Emma quebra o feitiço e o tempo começa a passar normalmente, ficando assim difícil acreditar nas coisas que seu filho Henry diz.
Henry é criado como filho adotivo da Bruxa Má, responsável pela maldição, que agora se chama Regina, e aparentemente é a única que tem ciência de tudo que acontece, uma vez que foi ela quem lançou o feitiço. Mas existe outro personagem misterioso (Mr. Gold, ou, no mundo do conto de fadas, Rumpelstiltskin), que – apesar de não ter sido confirmado – dá dicas em todos os episódios de que ele também sabe o que se passa na cidade.

O roteiro é muito bem amarrado, e quando somos transportados aos flashbacks do mundo de fantasia, a forma como todos os personagens dos contos de fada se relacionam é simplesmente genial.

Branca de Neve é a chave de toda a história, mas nesses 7 episódios iniciais já visitamos Cinderela, O Grilo Falante e a Chapeuzinho Vermelho apareceu no mundo real, estamos na espera da história dela. As histórias são leves e divertidas, mas aparentemente isso está prestes a mudar, pois o último episódio antes do hiatus terminou com a morte (assassinato, pela Rainha Má) de um dos personagens centrais da trama. Agora é hora de começar a se preocupar com as ações da Bruxa, que aparentemente parecia apenas uma descontrolada mental inofensiva.

Once Upon a Time acabou entrando em uma disputa direta com Grimm, série da CW que também traz personagens de contos de fadas ao mundo real, mas uma comparação entre os dois fica pra um próximo post.

A série é exibida aos domingos, e parece ser um bom substituto para preencher o buraco que Desperate Housewives vai deixar quando acabar este ano.

Desperate Housewives – Kiss Them Goodbye

Hoje é dia do retorno de Desperate Housewives. Desde que eu sou um acompanhante assíduo de séries, Desperate Housewives é minha preferida. Apesar da minha paixão (doença) por LOST, eu ainda tinha Desperate acima dele, em um pedestal.

E agora está acabando. Cada episódio dessa oitava e última temporada, é um episódio mais perto do final, e eu sei que vai ser uma das séries que mais vou sentir falta. Não vai ser a mesma coisa começar as estréias de 2012, em setembro, sem ter DH.

Cena do último episódio, antes do hiatus. Apesar de saber que não vão matar a Bree (não agora), me deixou com o coração na mão, é uma das cenas mais lindas, emocionantes e angustiantes desses 8 anos de série.

Grey’s Anatomy – 8ª Temporada – Episódio 10

Eis que na noite da última quinta-feira, Grey’s Anatomy voltou à velha forma. Mas até quando?¿ Na sétima temporada, a impressão que eu tive foi que o season finale havia sido exibido transferido para o meio da temporada, com o episódio duplo/musical do acidente da Callie. Devido à intensa carga emocional do episódio, eu cheguei a pensar “é, dessa vez o season finale vai ser sensacional”, mas eu não sabia que os roteiristas haviam gasto toda a sua criatividade naquele episódio e nos entregariam um final no melhor estilo “what just happened?¿”.

Não dá pra não querer que os episódios sejam intensos, que não aconteçam coisas grandiosas. A temática do seriado é essa, um hospital grande, em uma cidade grande, o mínimo que você espera é que em todo season finale alguma coisa pesada destrua a harmonia de tudo e de todos. E a sétima temporada foi a única que não teve um final grandioso, que apresentou um final mediano, com dramas medianos, alguns até descartáveis e desnecessários.

Sem querer ser pessimista (já sendo), desta vez meu medo é que a mesma coisa se repita. Mas vamos deixar o season finale pra março/abril e nos concentrar no agora. O episódio 10 da oitava temporada resgatou um clima de urgência e agonia que a série perdeu há cerca de duas temporadas. Sabendo que os médicos não iriam contar à Altman que seu marido havia morrido até que ela saísse da cirurgia, a pergunta que ficou agoniando durante meio episódio foi “até quando?¿”. E o momento da revelação não podia ter sido mais emocionante.

Uma das características mais marcantes da Christina, e talvez o que faça ela ser tão querida pelos fãs da série, é que ela não tem sentimentos. Mas eu acredito que esse não é bem o caso. Pra mim, ela trava uma batalha diária com seus próprios sentimentos, fazendo o possível para não expor o que está sentindo, poris ela é médica, ela quer ser a melhor cirurgiã de todas, então ela precisa ser forte, durona. Muitas vezes quando ela olha pro nada, dá pra ver em seus olhos tudo que ela está sentindo, toda essa batalha que ela trava pra não deixar ninguém perceber esses sentimentos.

A morte do Henry me pegou de surpresa, apesar de acompanhar todo o drama dele no hospital para se recuperar de um câncer, imaginei que o personagem fosse ficar na série, mas já devia ter desconfiado, uma vez que ele e Altman eram um casal feliz, e ninguém pode ser feliz em Grey’s. Se a felicidade atingir seu momento pleno, alguma coisa irá acontecer. Por isso minha taxa de procupação estava mais elevada no episódio do acidente da Callie, e até hoje ainda me preocupo, porque ela e a Arizona são muito felizes, então alguma coisa deve estar pra acontecer.

E a jogada de fazer o público gostar da nova namorada do Mark foi um golpe baixo, porque nós temos que ser “team Lexie”, mas agora tá difícil torcer pra que o relacionamento acabe. Um dos melhores momentos do episódio foi a Lexie dizendo “droga, agora eu gosto dela”.

Eu já imaginava que não fosse acontecer nada com a Meredith e o Alex, mesmo quando ele entrou em um processo de euforia mais pro meio do episódio, porque esse tema de “acidente leve, nada aconteceu, de repente a pessoa morre” já foi abordado algumas vezes, não pode ser tão repetitivo (O Dell morreu assim em private Practice).

Esse episódio me fez lembrar quase todos os episódios da segunda à quarta temporadas, quando a série estava no seu auge absoluto, e em um único episódio você conseguia rir, chorar, ficar nervoso, se preocupar, e principalmente se decepcionar com algumas coisas que não acontecem do jeito que vc queria mas ainda assim vc fala “sensacional”.

Temporada 8 – Episódio 10 – Isso é Grey’s Anatomy em sua melhor forma.

Promo do próximo episódio. S08E11

Séries de quinta

Aqui no Brasil, quando você fala que alguma coisa é “de quinta”, você está dizendo que é ruim, de péssima qualidade, é um trocadilho amplamente utilizado.

Quando o assunto é o dia de exibição das séries, ser “de quinta” significa ter a melhor data de exibição da semana.

Quinta-feira, nos Estados Unidos, é o dia em que os canais reservam para exibir as séries que são seus principais trunfos de audiência.

A ABC, às quiantas-feiras, exibe seu carro chefe, Grey’s Anatomy. A série, que foi criada como um tapa buraco e teve sua primeira temporada com apenas 9 episódios, acabou se tornando –  logo no primeiro ano – um absurdo sucesso de audiência, e assume desde então (há oito anos) o primeiro lugar de audiência do canal. É uma pena que a qualidade da série decaiu tanto do meio da sétima temporada pra cá, e, ao que parece, não sabendo a hora de parar, darão uma vida longa pra série, e ela vai acabar se transformando em uma espécia de ER2, chegando à 15ª temporada com um elenco que não lembrará nem de perto a turminha inicial da série. Two down…three to go.

O episódio de hoje promete abalar as estruturas de uma temporada que vem se arrastando em longos e entediantes histórias. Mas o meu maior medo é que este episódio seja apenas um, perdido no meio da temporada inteira, e o ritmo volte a ficar lento até morrer em um season finale que dê sono (season seven feelings).

Private Practice também está no prime-time de quinta, apesar de não merecer mais. Durante a segunda (e principalmente a terceira) temporada, Private teve momentos em que eu podia dizer “se Grey’s Anatgomy acabar hoje, Taí um bom substituto”. Hoje eu quero mais que as duas terminem enquanto ainda têm dignidade.

Já o canal CW aposta todas as suas fichas de quinta-feira em duas séries que estão conquistando o público.

The Vampire Diaries já marcou seu terreno. Está na terceira temporada e vêm aprimorando sua trama a cada episódio, trazendo muita intensidade, muito sangue e muita sensualidade ao mundo dos vampiros. Afinal, é assim que tem que ser.

The Secret Circle, que conta com o mesmo roteirista (Kevin Williamson, da série Pânico e Dawson’s Creek), e é baseado em livros da mesma escritora (L. J. Smith), aborda o mundo de jovens bruxos descobrindo seus poderes. Vampire Diaries tem Vampiros, Bruxas, Lobisomens, Fantasmas…Secret Circle por enquanto só tem Bruxas e Demônios…por enquanto. Um Crossover não pode ser descartado, e não ficaria estranho.

E a FOX…ah, a FOX passa Bones de quinta…esquece.

Work It

Terça-feira estreou pela ABC uma série nova. Work It conta a história de dois amigos que, fora do mercado de trabalho, percebem que as mulheres estão dominando os postos mais altos das empresas, e a partir de um “pequeno incidente diante do espelho”, um deles resolve se vestir de mulher para fazer uma entrevista de emprego. A partir disso, os dois acabam conseguindo trabalhar no mesmo lugar, fingindo serem mulheres.
Legal.
O único problema nisso tudo é que, antes de estrear, a série já estava gerando polêmica nos Estados Unidos. A comunidade Crossdresser estava repudiando a série, alegando que o tom cômico da trama estaria fazendo piada com um assunto sério.
O fato é: em um momento ou outro, alguma temática de série, filme, novela vai esbarrar em algo que pode ferir os direitos ou sentimentos de alguém ou de um grupo. E a série estreou mesmo assim, porque brigar com a ABC é como brigar com o demo. O canal é um dos mais poderosos dos Estados Unidos, e os protestos contra a série acabaram não surtindo efeito em sua exibição (ainda).
Eu assisti o piloto e confesso que não achei pejorativo ou agressivo. Me lembrou bastante o filme Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot) com a Marilyn. No filme, dois homens que estão fugindo da máfia também se vestem de mulheres para conseguir emprego em um grupo exclusivamente feminino. Inclusive, uma das cenas de Work It, em que o personagem Angel bebe alguns drinks com suas novas colegas de trabalho, me fez lembrar bastante da cena da “festinha no trem” de Quanto Mais Quente Melhor.
Agora é acompanhar pra ver quem vai ganhar essa briga. A série está com mais de 10 episódios gravados, e a ABC não está com cara de quem vai dar o braço a torcer.